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Saúde na Imprensa


27/06/2018 – 09:28  —  Fonte: HOJE EM DIA

Maternidades de BH restringem atendimento devido à crise


Tatiana Lagôa

tlagoa@hojeemdia.com.br

Maternidades de Belo Horizonte vão fechar as portas para grávidas de cidades sem convênio com a prefeitura da capital. A medida seria uma alternativa para reduzir a crise financeira nos hospitais públicos da metrópole.

A reformulação no atendimento obstétrico prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) BH busca amenizar os gastos decorrentes dos 4.800 partos realizados no município no ano passado, que não foram pagos pelas prefeituras de onde vivem as gestantes. Casos de urgência, no entanto, continuam sendo atendidos.

Atualmente, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), o custeio fica por conta da pasta. "Estamos pactuando regras para que Belo Horizonte não tome prejuízo de cidades que não têm compromisso", enfatizou o prefeito Alexandre Kalil.

O Hospital Sofia Feldman, na região Norte da capital, será a primeira unidade de saúde a deixar de fazer partos agendados de grávidas que moram em municípios que não são parceiros da PBH. Ontem, a instituição assinou o Plano Operativo Anual com a SMSA.

Por enquanto, apenas mulheres de Santa Luzia e Ribeirão das Neves, ambas na região metropolitana, serão atendidas pela maternidade, disse o secretário de Saúde da capital, Jackson Machado Pinto.

Para gestantes de outras localidades, será obrigatória a apresentação de um documento das secretarias municipais de Saúde. Essa será a garantia de que o atendimento será bancado com recursos da prefeitura de origem. No entanto, casos de urgência continuam sendo atendidos sem restrições.

Recurso

Por meio do acordo assinado ontem, a prefeitura repassará, por ano, R$ 6 milhões ao Sofia Feldman. O montante será dividido em parcelas mensais de R$ 500 mil. O aumento da receita para o hospital anunciado hoje (R$ 6 milhões) é proveniente do Tesouro municipal. 

Para isso, porém, a maternidade terá que cumprir metas estabelecidas pelo Executivo para receber a verba integralmente. "Foi imposto, por exemplo, o número de partos a ser feito por mês, e o valor a ser recebido será proporcional ao cumprimento do combinado", explica Jackson Machado. O primeiro pagamento será feito em 30 dias.

O recurso não soluciona o problema financeiro da maternidade, afirma o diretor técnico e administrativo do Sofia, Ivo Lopes. Mas ele garante já ser um alívio. 

Em um primeiro momento, a verba será usada para quitar a dívida com os funcionários, que ainda não receberam o salário de maio, vencido há 20 dias. Não há, porém, previsão para o pagamento do 13º referente a 2017.

A unidade de saúde opera com déficit mensal de R$ 1,5 milhão. Com o aporte, ainda vai faltar R$ 1 milhão por mês, o equivalente a R$ 12 milhões ao ano, para o hospital conseguir arcar com as despesas. 


 

Notícia adicionada por: Edson Braz
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