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Saúde na Imprensa


06/03/2018 – 14:59  —  Fonte: O TEMPO

Prefeitura desiste da administração do Sofia Feldman


Resposta. Conselho Curador da unidade de saúde rejeitou proposta de gestão apresentada por Alexandre Kalil

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), retirou ontem a proposta de assumir a gestão administrativa, técnica e financeira do hospital Sofia Feldman, controlado pela Fundação de Assistência Integral à Saúde (Fais).

A intenção da prefeitura era auxiliar a maternidade, localizada no bairro Tupi, na região Norte da capital, que enfrenta uma crise financeira - com deficit de R$ 1,5 milhão por mês. No entanto, representantes do conselho do hospital rejeitaram a assistência da forma como foi proposta pelo Executivo municipal. Eles desejavam apenas o suporte financeiro.

Em carta divulgada ontem pela prefeitura e destinada ao presidente do Conselho Curador da Fais, João Batista Marinho de Castro Lima, Kalil pede desculpas pelo o que ele chama de "atrevimento por propor uma ajuda espontânea, de boa-fé e até mesmo extemporânea para resolver definitivamente a pequena crise momentânea pela qual passa o Sofia Feldman".

No ofício, Kalil ainda diz que, na proposta da prefeitura, estariam contempladas todas as exigências formais e legais para assumir a gestão do hospital, que é referência em todo o país. Além disso, ele afirma que determinou à Secretaria Municipal de Saúde que seja feita uma antecipação de recursos mensais da prefeitura ao Sofia Feldman.

A direção do hospital foi procurada na noite de ontem, mas ninguém foi encontrado para comentar a decisão. O Sofia Feldman, que atende 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é uma maternidade referência no Brasil. Os profissionais da unidade realizam de 900 a mil partos por mês.

Na terça-feira da semana passada, a presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais, Kátia Rocha, ressaltou em reunião com dirigentes de unidades de saúde filantrópicas de BH que a prefeitura não tem respaldo legal para administrar o Sofia. Para isso, ela citou a Constituição, ao lembrar que o poder público não pode intervir em associações ou fundações de direito privado.

Notícia adicionada por: Edson Braz
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