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Saúde na Imprensa


19/04/2017 – 10:21  —  Fonte: GAZETA DO OESTE

CRM reúne vereadores para debater a situação da saúde


O Conselho Regional de Medicina (CRM) convocou na tarde de ontem uma reunião com os vereadores de Divinópolis para discutir a situação enfrentada na saúde. No encontro, os parlamentares ouviram o delegado regional e conselheiro do CRM, Jorge Geraldo Tarabal Abdala. Ele levou ao conhecimento dos vereadores uma nota explicando a situação precária da saúde no Brasil, especificamente sobre o Sistema Único de Saúde, o SUS. Para Tarabal, a saúde está caótica.

"Eu venho representar o CRM de Minas Gerais, não só o seu plenário, mas também sua direção. Nós estamos denunciando a situação caótica que está vivendo a saúde pública no estado de Minas Gerais, falta de verba, falta de recursos, a banalização do serviço médico, a falta de respeito com os médicos e principalmente a falta de respeito com os pacientes que dependem dos serviços dos SUS e não têm vagas nos hospitais, não têm vagas no CTI, estão morrendo por falta de recurso", revelou.

Na região Centro-Oeste, a situação é preocupante no Hospital Nossa Senhora da Conceição, referência do SUS em Pará de Minas. Segundo o Conselho, há profissionais sem receber salários há 18 meses. Outro questionamento levantado durante o encontro com 12 vereadores tem relação com o Hospital São João de Deus (HSJD). De acordo com o CRM, apenas cinco médicos que trabalham na instituição possuem carteira assinada. O restante é contratado como pessoas jurídicas, ou seja, sem anotação na carteira de trabalho.

Conforme Jorge Tarabal Abdala, "essa é a banalização do serviço médico. Eles estão sendo contratados por meio de terceirizações e sendo contratados como pessoas jurídicas, sem nenhum direito trabalhista. Estamos voltando à era da escravidão. É uma situação gravíssima. Em algumas cidades os médicos estão pedindo demissão e ameaçados pelo poder judiciário mesmo sem receber salário. Muito complicado e os médicos trabalham com saúde, com vida. O CRM não tem mais como agir. Estamos lançando um pedido de socorro. Estamos mostrando à sociedade a realidade do SUS".

HSJD X UPA X SAMU

A situação financeira do Hospital São João de Deis foi controlada, mas ainda preocupa. Com recursos do governo do Estado e parcerias, a instituição tem readequado algumas questões. Contudo, apenas cinco médicos com carteira assinada é motivo de preocupação ao CRM. "Nós enfrentamos essa dificuldade no Hospital São João de Deus, mas ela está sendo equacionada da melhor maneira possível. O HSJD está se reerguendo. Com o reerguimento do HSJD vai liberar muitos pacientes da UPA e com o funcionamento do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) as coisas vão chegando ao ponto que desejamos, que é uma saúde digna para a população", explicou o conselheiro do CRM, que falou ainda sobre a situação do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Pará de Minas.

"O hospital está sucateado. Os médicos estão sem receber há vários meses e estão ameaçando greve. O CRM esta buscando alternativas no sentido de algo ser feito para que esses profissionais recebam os salários. A saúde não é responsabilidade só do Estado, mas sim dos três níveis. Eles têm que dar sustentação. Seja o Estado, seja o Município, seja o Governo Federal", classificou Tarabal.

O QUE DIZEM OS VEREADORES

Participaram da reunião com o conselheiro do CRM, 12 vereadores. A maioria se posicionou favorável à realização de uma audiência pública, para debater o assunto com maior amplitude e levar, de fato, a situação a toda comunidade. Para o vereador Edson Sousa (PMDB), a desvalorização desestimula o trabalhador.

"Com toda certeza, o profissional de saúde, em especial o médico, está muito desvalorizado e cada dia que passa ele perde mais seu poder, de ter um salário digno, de ter um emprego seguro. Você pode ver são salários baixos, atrasa salário, falta material, enfim, uma séria de fatores externos que prejudica seu trabalho. Acho que a saúde não é só médico, mas ele é o carro chefe da questão de saúde pública", afirma.

De alguma forma também ligado à área da saúde, o edil José Luiz da Farmácia (PMN) ressaltou a ida do conselheiro do CRM à Câmara de Vereadores. "São várias as situações e devem ser identificadas. Enquanto não reverter esse quadro, temos alternativas, como doutor Jorge está expondo aqui para nós as situações vivenciadas, então é uma questão delicada e que merece a atenção de todos", comentou.

O CRM listou ainda, no documento entregue aos vereadores, quase 30 hospitais em situação de calamidade em todo estado. O Conselho Regional de Medicina finalizou levando em conta a união de todos os poderes para sanar os problemas enfrentados tantos pelos hospitais, médicos e principalmente, os pacientes.

Notícia adicionada por: Edson Braz
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